Instituto Confucius da PUC-Rio participa do XI Concurso de língua e cultura chinesa em São Paulo - Chinese Bridge

No dia 12 de maio, o Instituto Confucius da PUC-Rio participou do concurso XI Chinese Bridge, na sede da UNESP na cidade de São Paulo. O Instituto da PUC-Rio foi representado pela aluna Lívia Carla, uma de 10 concorrentes, pela professora Qiao Jianzhen (Ana), que fez parte do júri, e pela professora Sílvia Becher, Diretora do Instituto Confucius da PUC-Rio.

O concurso “Chinese Bridge”, realizado anualmente, tem como objetivo avaliar a proficiência na língua e cultura chinesa de alunos estrangeiros matriculados nos Institutos Confucius. Trata-se de um evento internacional, realizado em cada país que sedia os institutos. No Brasil, o concurso vem sendo realizado desde 2010, sempre na UNESP.

O concurso consta de várias etapas: (1) apresentação pessoal, (2) perguntas de avaliação linguística, (3) leitura, (4) conhecimentos culturais, (5) apresentação artística, e (6) pequeno improviso sobre tema indicado pelos jurados. Os três primeiros colocados de cada país participam de uma etapa posterior em Pequim, onde concorrerão com estudantes de todo o mundo. O concurso visa criar novas pontes entre indivíduos de todo o mundo, aproximar as pessoas da língua e cultura chinesa e despertar o interesse pela China.

Dos 10 concorrentes da edição brasileira de 2012, 2 além da aluna Lígia Carla dos Santos Diniz, representando a PUC-Rio, 2 vieram do Instituto da UFRGS, 2 da UnB, 3 da UNESP e 2 da Centro de Língua e Cultura Huaguang em São Paulo.

Lígia apresentou-se muito bem, recitando uma bela poesia na fase de apresentação artística e demonstrando que mesmo com pouco tempo de aprendizagem dessa língua tão diferente do português, pôde participar orgulhosamente de uma competição dessa natureza.

Veja algumas impressões da aluna:

Qual foi a sua impressão de participar do Chinese Bridge com tão pouco tempo de aprendizagem de Chinês?
Quando percebi o grande nível dos candidatos e sua grande competitividade, fiquei um tanto intimidada, mais refleti que tudo seria bom para mim, e relaxei para poder aproveitar melhor o evento e aprender com eles. Senti que todos podiam em muito me ensinar.

Como se sentiu?
Me senti como numa grande sala de aula. Aproveitava as oportunidades para poder falar com os chineses, perceber se conseguia me fazer entender e eu entender as suas respostas, já que esta é minha grande dificuldade nesta disciplina. Foi um privilégio ter participado. Deu para sentir o gostinho de como deve ser estar num ambiente onde o conhecimento de outra cultura se torna fundamental. Que venha o intercâmbio para a China!.

O que recomendaria a futuros candidatos?
A futuros candidatos, e talvez a mim mesma, recomendo, logicamente: dedicação, disciplina e respeito aos outros. Nada se aproveita de um bom conhecedor se ele é imodesto. Chegar "gastando" conhecimento não foi tão elogiável para mim. Se tiver que ser um ganhador, a simplicidade ao competir adornará ainda mais seu talento. Enfim, estude, estude, estude.

Fale um pouco de si - como aprendeu chinês e porque está estudando?
Comecei a aprender mandarim com um casal de amigos que moraram na China por um tempo. O desafio e a necessidade linguística, são meus principais "combustíveis". Conheço uma comunidade de chineses que moram e trabalham em nossa cidade. A grande demanda de chineses no Brasil, e suas peculiaridades me fizeram dedicar esforços a aprender o idioma. Pretende continuar estudando na PUC / Instituto Confucius e praticando nas oportunidades que sei que surgirão. O mandarim é a língua do futuro, e eu vou fazer parte dele, se Deus me permitir, é claro.